A diretoria do Grêmio reforçou o “não” ao mercado: propostas por Arezo e Cristian Olivera foram vetadas por valores irrisórios. Sob a direção de Odorico Roman, o Tricolor exige €2 milhões à vista ou €3 milhões parcelados pelo uruguaio de 22 anos, emprestado ao Peñarol. Para Olivera, 23 anos, o Nacional-URU ofereceu US$150 mil em empréstimo com compra por US$2 milhões – também rejeitado na hora. A firmeza da nova direção é aplaudida pela torcida, mas num elenco em reforma para 2026, essa rigidez salva patrimônio ou trava evolução?
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Arezo na Mira: €1 Milhão Recusado
O Peñarol sondou Arezo com €1 milhão fixo, porém o Grêmio, via Jean Lemes da Rádio Pachola, descartou de imediato. O atacante, contratado em 2023 por €3,5 milhões do Peñarol, rendeu 8 gols em 2025 antes do empréstimo.
Agora, o clube prioriza ter um caixa sólido: sem os €2 milhões cash, ele se reapresenta em 2 de janeiro ao lado de Luís Castro. Essa estratégia visa blindar ativos, mas ignora o risco de desvalorização – Arezo, com contrato até 2027, pode estagnar no banco.
Olivera no Fogo Cruzado
Cristian Olivera, veloz ponta uruguaio, atraiu o Nacional com pacote de US$150 mil por seis meses e opção de compra de US$2 milhões. Porém, a resposta tricolor foi clara: negativa categórica.
Em suma, o jogador chegou em 2024 por €2 milhões do LAFC, disputou 25 jogos com 4 assistências, mas perdeu espaço para Pavón. A diretoria vê nele potencial para revenda – valor atual €4 milhões –, sendo assim recusa qualquer proposta inferior. Os fãs celebraram nas redes, mas a manobra expõe carência: sem saídas, a folha salarial inchada do clube grita.
Linha Dura Pós-Reforma: Valorização ou Isolamento?
A postura ecoa decisões recentes, como a venda de Alysson ao Aston Villa por €12 milhões. Roman, empossado há dias, ganha pontos com torcedores ao “proteger o patrimônio”. Arezo e Olivera, sul-americanos com upside, alinham à visão de exportar com lucro – vide R$100 milhões da base em 2025.
Nesse sentido, Roman acerta ao elevar o patamar: as ofertas baixas desrespeitam investimentos iniciais, e recusas constroem a credibilidade do elenco. Para 2026, com Gauchão iniciando em 10 de janeiro, manter Arezo pode dar profundidade a Vinícius; Olivera, velocidade para contra-ataques de Castro.
Mas o contraponto fere: a rigidez extrema cheira a teimosia, ecoando 2024 quando recusas travaram um caixa para contratar reforços como Raphael Veiga. Arezo, 22 anos, precisa de minutos – inatividade no Peñarol desvaloriza; Olivera, similar, virou um reserva caro. Num Brasileirão de €50 milhões em premiações, priorizar “justiça” sobre liquidez arrisca estagnação. A torcida aplaude hoje, mas amanhã cobra gols – não discursos.
Em síntese, o Grêmio sinaliza força. Arezo e Olivera ficam por enquanto, mas 2026 testa se a linha dura rende troféus. O que acha da postura? Comente.









