O Grêmio entrou em 2025 prometendo reconstrução, mas os números da folha salarial revelaram um enredo mais complexo — e incômodo. Após um desempenho abaixo do esperado em 2024, a diretoria apostou em mudanças profundas: troca de treinador, nova coordenação técnica e uma reformulação ampla do elenco. O discurso era de estabilidade.
Com Mano Menezes no comando e Luiz Felipe Scolari como coordenador técnico, o clube buscou experiência para conter turbulências internas. Ao mesmo tempo, avançou em contratações e assumiu compromissos relevantes em salários, mesmo em um cenário de receitas pressionadas. A folha mensal girou em torno de R$ 17 milhões, já incluindo comissão técnica — um valor alto para um time que ainda busca identidade em campo.
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Quem pesa mais no orçamento do Grêmio?
Os salários abaixo são estimativas e variam conforme impostos, bônus e acordos individuais. Ainda assim, desenham o retrato de um elenco caro e desigual.
- Arthur (volante) – R$ 1,6 milhão
- Martin Braithwaite (atacante) – R$ 1,5 milhão
- Gustavo Cuéllar (volante) – R$ 1,3 milhão
- Francis Amuzu (atacante) – R$ 1 milhão
- Carlos Vinícius (atacante) – R$ 900 mil
- Cristian Pavón (atacante) – R$ 850 mil
- Fabián Balbuena (zagueiro) – R$ 750 mil
- Walter Kannemann (zagueiro) – R$ 650 mil
Na outra ponta, jovens como Alysson, Gabriel Grando e Gustavo Martins recebem valores muito inferiores, evidenciando um desequilíbrio clássico: folha pesada nos veteranos e aposta tímida na base.
Crítica final: gestão de risco ou repetição do erro?
O Grêmio parece preso a um ciclo conhecido: investir alto para corrigir falhas recentes, sem garantir retorno proporcional em campo. A folha salarial de 2025 não refletiu um time dominante, mas sim um clube tentando comprar estabilidade.
Sem resultados, o custo virou ruído — e o silêncio do campo falo mais alto que qualquer promessa de reconstrução.









