O futuro de Hulk no Atlético-MG caminha para um ponto de inflexão. Após uma temporada de 2025 abaixo do padrão que o transformou em ídolo no clube, o atacante passou a conviver com incertezas sobre a permanência em Belo Horizonte. Aos 39 anos em 2026, o jogador ainda desperta interesse no mercado, mas os números envolvidos tornam qualquer negociação delicada — especialmente para clubes como o Grêmio.
Em meio a esse cenário, o nome de Hulk chegou a ser ligado ao Tricolor gaúcho em sondagens preliminares. A avaliação existiu, mas não avançou. E o motivo é claro: custo. O salário elevado do atacante foi determinante para esfriar qualquer tentativa concreta, tanto por parte do Grêmio quanto do Fluminense, outro clube que analisou a situação recentemente, segundo o jornalista Guilherme Frossard.
VEJA TAMBÉM: Grêmio avalia jogadores do Flamengo em reta final de contrato
Custo-benefício vira ponto central do debate
No Grêmio, a nova gestão tem adotado um discurso de racionalidade financeira. Mesmo reconhecendo o peso técnico e simbólico de Hulk, a diretoria entende que investir alto em um atleta veterano, após uma temporada irregular, contraria o planejamento traçado para 2026. O risco esportivo, somado ao impacto na folha salarial, tornou a operação pouco viável.
O Fluminense enfrentou dilema semelhante. O clube carioca chegou a estudar o cenário, mas recuou diante dos valores. Já o São Paulo também buscou informações, sem avançar. O consenso entre os interessados é um só: Hulk ainda entrega desempenho, mas o custo total da operação exige ajustes profundos — seja na pedida salarial, seja no modelo de contrato.
Atlético-MG sinaliza abertura
Internamente, o Atlético-MG não deve criar obstáculos para uma eventual saída. A diretoria sinaliza disposição para liberar o atacante, desde que a proposta agrade às duas partes. O clube entende que um possível fim de ciclo pode ser natural, especialmente em um momento de reformulação do elenco.
Ainda assim, não há pressa. O vínculo e a história construída pesam, e qualquer decisão será tratada com cautela.
Mercado difícil e escolhas estratégicas no Grêmio
Enquanto isso, o Grêmio segue ativo no mercado, mas encontra dificuldades semelhantes em outros alvos. Everton Cebolinha, no Flamengo, envolve cifras elevadas. Savarino, no Botafogo, é tratado como peça-chave e difícil de liberar. O cenário reforça um dilema recorrente: grandes nomes existem, mas nem sempre cabem no orçamento.
Assim, Hulk surge mais como símbolo de um mercado inflacionado do que como reforço real. O Grêmio observa, analisa e recua quando necessário. Em 2026, a palavra de ordem parece ser equilíbrio — mesmo que isso signifique abrir mão de nomes de peso.
Gostou desta matéria? Siga a gente no Twitter e entre no nosso Grupo do Facebook para acompanhar todas as nossas notícias sempre!









