O Grêmio encerra a temporada de 2025 com um dado que preocupa — e muito — quem observa o clube além das quatro linhas. Foram 49 baixas médicas ao longo do ano, número que coloca o Tricolor como o quinto time da Série A com mais desfalques clínicos, empatado com o São Paulo. Mais do que um recorte estatístico, o dado escancara um problema estrutural que se repete pelo terceiro ano consecutivo e levanta questionamentos sobre planejamento, carga de jogos e prevenção.
Lesões em alta e um alerta que se repete
O crescimento no número de contusões não é um fato isolado. Desde 2019, o Grêmio não registrava um volume tão elevado de problemas físicos. A marca de 2025 é a pior dos últimos sete anos e só fica atrás dos números observados entre 2016 e 2018, período marcado por elencos mais curtos e calendário igualmente sufocante.
No comparativo nacional, apenas Botafogo (55), Fortaleza (53), Internacional (50) e Vitória (50) tiveram mais casos registrados. O dado, por si só, coloca o clube em uma posição desconfortável e reforça a necessidade de revisão profunda nos processos internos.
Rodrigo Ely simboliza o drama do departamento médico
Nenhum jogador representa melhor esse cenário do que Rodrigo Ely. O zagueiro passou por uma lesão muscular ainda em fevereiro e, meses depois, precisou se submeter a uma cirurgia no joelho. O resultado foi devastador: 47 jogos fora, o equivalente a 75% das partidas oficiais do Grêmio em 2025.
A ausência prolongada expôs fragilidades do elenco, forçou improvisações e comprometeu a regularidade defensiva. Ely virou símbolo de um problema maior, que não se limita a um único atleta.
Cuéllar e a reincidência como sinal de alerta
Outro caso que chama atenção é o do volante Cuéllar, que passou cinco vezes pelo departamento médico. Foram três lesões na coxa, uma na panturrilha e um desconforto muscular. No total, 24 jogos fora, quase 40% da temporada.
A reincidência levanta dúvidas sobre retornos precipitados, gestão de carga e acompanhamento físico individualizado — temas que voltam à pauta sempre que os números se acumulam.
A coxa como vilã recorrente
Entre os 49 problemas médicos registrados, 17 atingiram a região da coxa, representando 35% do total. Uma estatística que aponta para padrões claros de desgaste muscular. Nomes como Villasanti, Braithwaite, Edenílson, Monsalve e Pavón aparecem na lista, mostrando que o problema atravessa diferentes posições e perfis físicos.
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Um desafio para 2026 que vai além do mercado
Com a chegada de Luís Castro, o Grêmio inicia um novo ciclo. Mas, antes de pensar apenas em reforços, o clube precisará encarar uma discussão menos visível e igualmente decisiva: como reduzir o impacto físico sobre o elenco.
Sem ajustes no planejamento, na prevenção e na recuperação, o risco é repetir um roteiro já conhecido. E, como 2025 mostrou, o custo esportivo — e financeiro — dessa conta silenciosa é alto demais para ser ignorado.
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