O Gre-Nal perdeu um traço icônico: após 28 anos com o mesmo patrocinador máster, Grêmio e Inter exibiram marcas distintas nas últimas rodadas do Brasileirão 2025. O Tricolor rescindiu com a Alfa Bet por atrasos de R$ 12 milhões, migrando para Energia Bet em jogos contra Fluminense e Sport. O Colorado manteve a parceira, mas com parcela em aberto. Nova diretoria gremista negocia com cinco marcas para 2026. Fim de era ou lição financeira?
Rescisão Tensa e Busca pelo Patrocinador Máster
O contrato com Alfa Bet, assinado em fevereiro por R$ 50 milhões anuais até 2027, durou menos de 10 meses. Em suma, problemas societários da empresa causaram três calotes ao tricolor, somando R$ 12 milhões. Enquanto ao Grêmio o pagamento não foi feito, ao Inter ele foi efetivado normalmente.
Diante disso, em 1º de dezembro, Odorico Roman pediu rescisão do contrato, o que liberou assim, o peito da camisa para Energia Bet nas rodadas finais. já o Internacional, seguiu com o patrocinador máster Alfa estampado no peito nos jogos contra o São Paulo e o Bragantino.
Em suma, a tradição dupla começou em 1998 com GM (Chevrolet até 2001). Depois, seguiu com Banrisul por 23 anos (virando costas em 2024) e explodiu com as bets. Para se ter ideia, 1997 foi o último ano diferente: Na ocasião, Grêmio tinha o patrocínio do Ironcryl (Tintas Renner), Inter do Aplub – ano de Copa do Brasil tricolor e Gauchão colorado.
O Grêmio prioriza pacto solo para 2026, sem dividir com rival. Cinco empresas de ramos variados sondam o espaço nobre, visando R$ 40-60 milhões anuais.
Crítica Franca: Dependência de Bets ou Falha de Governança?
Lamento o rompimento simbólico: patrocinadores iguais uniam o Gre-Nal em rivalidade pura, sem interferências comerciais. Alfa Bet trouxe recordes, mas os atrasos expõem a fragilidade de bets – voláteis, ligadas a apostas arriscadas que oneram o futebol ético.
O Grêmio acerta ao romper cedo, evitando mais prejuízos num caixa de R$ 20 milhões mensais. Mas a crítica pesa na gestão anterior: por que não diversificar antes? Banrisul, estável por décadas, foi subestimado. Roman herdou a bagunça, mas negociações exclusivas podem elevar o Tricolor – imagine marcas globais como Nike ou bancos tech.
No balanço, o fim da tradição sinaliza maturidade financeira. 2026 pede parcerias sólidas, não modismos. Marcas diferentes revivem o clássico autêntico? Comente sua visão abaixo.









