A chegada de ao Grêmio não mexe apenas com o campo e o mercado. Nos bastidores, decisões estratégicas já começaram a ser debatidas — e uma delas envolve diretamente Miguel Monsalve, jovem colombiano que vive um momento decisivo no clube. O detalhe revelador: Luiz Felipe Scolari fez um pedido direto ao novo treinador, expondo uma divergência silenciosa sobre o uso do meia.
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O pedido de Felipão e a aposta na recuperação
Atualmente coordenador técnico do Grêmio, Felipão vê em Monsalve um ativo subaproveitado. Segundo informações do jornalista Matheus D’Ávila, do canal A Dupla, o dirigente conversou com Luís Castro e pediu algo simples, mas contundente: sequência de jogos quando o atleta estiver saudável.
A leitura interna é clara. Para Felipão, Monsalve nunca teve continuidade suficiente para mostrar seu real potencial. Lesões, alternância entre titularidade e banco, além da falta de confiança técnica, impediram o colombiano de engrenar.
Números modestos e contexto desfavorável

A temporada de 2025 ajuda a explicar a desconfiança da torcida, mas também reforça o argumento do coordenador técnico. Monsalve disputou apenas 29 partidas, marcou três gols e deu quatro assistências. Cinco dessas participações diretas em gols aconteceram no Campeonato Gaúcho, o que alimenta críticas sobre sua influência em jogos maiores.
Por outro lado, a comparação com 2024 chama atenção. Mesmo chegando no meio daquela temporada, o meia somou três gols e uma assistência na Série A, números semelhantes, mas em menos tempo. O fator físico pesou: o jogador sofreu com lesões nos meses decisivos.
Luís Castro entre a promessa e a pressão
Luís Castro chega ao Grêmio com o discurso de valorização dos jovens e reconstrução a médio prazo. O pedido de Felipão testa essa coerência logo no início. Dar espaço a Monsalve significa bancar um jogador ainda contestado, algo que exige convicção e respaldo interno.
O colombiano, avaliado em cerca de 4 milhões de euros e com contrato até dezembro de 2028, representa mais do que uma aposta esportiva. É também um ativo financeiro que pode se valorizar — ou se perder definitivamente.
Talento adormecido ou insistência perigosa?
A intervenção de Felipão expõe um ponto sensível do Grêmio atual: quantos jovens foram descartados sem tempo suficiente para amadurecer? Monsalve ainda pode dar resposta em campo, mas o relógio corre.
Luís Castro terá de decidir rápido. Ou compra a ideia do coordenador técnico, ou aceita que o colombiano se torne mais um caso de potencial interrompido no Olímpico moderno.
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