Como o Grêmio vai receber os milhões negociados por Alysson?

O Grêmio já tem praticamente tudo definido para concretizar mais uma venda relevante ao futebol europeu. O acordo com o Aston Villa pela transferência do atacante Alysson está fechado, e o anúncio oficial depende apenas de trâmites burocráticos. Por trás da negociação, porém, há um detalhe que chama atenção nos bastidores: a forma como o dinheiro chegará aos cofres tricolores.

O valor fixo da operação é de 10 milhões de euros, que não será pago de forma imediata. O clube inglês acertou com o Grêmio um modelo parcelado, prática comum em transações internacionais, mas que exige planejamento financeiro e paciência por parte do vendedor.

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Primeira parcela concentra maior valor

Segundo apurou Zero Hora, o pagamento será dividido em três parcelas. A principal delas, estimada em cerca de 4 milhões de euros, será depositada em janeiro. Trata-se do maior repasse da negociação e o que deve aliviar o caixa gremista no início da próxima temporada, período tradicionalmente sensível por conta de investimentos e ajustes no elenco.

As duas parcelas seguintes estão programadas para julho dos próximos anos, cada uma no valor aproximado de 3 milhões de euros. Com esse cronograma, o Grêmio receberá a totalidade do valor acordado até meados de 2027.

Antecipação é possível, mas tem custo

Existe ainda a possibilidade de o clube gaúcho recorrer a uma operação financeira para antecipar parte desses valores, mecanismo comum no futebol brasileiro. No entanto, esse tipo de movimento costuma gerar deságio e reduzir o montante final recebido. Até o momento, não há confirmação de que a diretoria adotará essa estratégia, justamente pelo impacto que ela pode causar no valor líquido da venda.

A cautela reflete o discurso da nova gestão, que tenta equilibrar necessidade de caixa com responsabilidade financeira.

Metas podem inflar o negócio

Além dos 10 milhões de euros fixos, o contrato prevê bônus por desempenho. Caso Alysson atinja metas estabelecidas no Aston Villa, o Grêmio poderá receber até 2,5 milhões de euros adicionais. Outro ponto importante é a fatia dos direitos econômicos: o Tricolor garantiu 90% da negociação, após adquirir os 10% que pertenciam ao próprio atleta.

Saída precoce reacende debate

Lançado por Renato Portaluppi em 2024 e aproveitado por Gustavo Quinteros e Mano Menezes em 2025, Alysson encerra sua passagem pelo clube com 42 partidas no time profissional, dois gols e três assistências. A venda reforça o caixa, mas também reacende o debate recorrente no Grêmio: até que ponto vale vender cedo uma promessa antes de extrair retorno esportivo?

Financeiramente, o negócio é relevante. Esportivamente, deixa uma lacuna. O anúncio oficial deve ocorrer nos próximos dias — e com ele, mais um capítulo da base tricolor sendo transformado em euros.

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Magdalena Schneider
Magdalena Schneider

Psicóloga por formação, gremista por destino e editoria-chefe do GP News por vocação. Aqui a paixão pelo Grêmio encontra a análise séria. De olho em cada detalhe do nosso Imortal, dos bastidores da Arena às decisões táticas no CT Luiz Carvalho. Acompanhe comigo a jornada rumo às glórias!

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