O mercado da bola costuma revelar muito mais do que números e propostas oficiais. Às vezes, o que chama atenção é justamente a insistência. É o caso da nova investida do Botafogo pelo zagueiro Viery, jovem defensor do Grêmio que voltou ao centro das discussões nos bastidores do futebol brasileiro.
O clube carioca apresentou mais uma proposta ao Tricolor, novamente no formato de empréstimo com opção de compra, agora com valores superiores aos cerca de R$ 6 milhões oferecidos na primeira tentativa. Ainda assim, a resposta gremista foi a mesma: negativa imediata. A recusa reforça um sinal claro de mudança de postura na Arena, especialmente em relação à valorização de ativos formados em casa.
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Grêmio endurece discurso e blinda jovem defensor
A principal justificativa da diretoria passa pela avaliação interna do elenco. A nova comissão técnica vê Viery como uma peça útil dentro do planejamento para 2026, sobretudo em um cenário de calendário apertado e necessidade de elenco mais profundo. Mesmo com pouca minutagem em 2025, quando atuou em apenas 12 partidas, o defensor segue sendo tratado como um nome estratégico.
A leitura do Grêmio vai além do desempenho imediato. O clube entende que o zagueiro ainda está em processo de amadurecimento e que uma saída por empréstimo, mesmo com opção de compra, pode representar perda de controle esportivo e financeiro sobre um atleta em curva de crescimento.
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Botafogo insiste, mas encontra resistência
Do lado do Botafogo, a insistência não é aleatória. O clube busca jovens com potencial de revenda e entende que Viery se encaixa nesse perfil. No entanto, a proposta atual ainda não atinge o ponto considerado ideal pelo Grêmio, tanto em valores quanto em modelo de negócio.
Internamente, dirigentes gremistas avaliam que aceitar um empréstimo neste momento poderia significar abrir mão de um ativo antes do auge técnico e financeiro. A multa rescisória, fixada em R$ 50 milhões, funciona como um indicativo claro da expectativa do clube em relação ao zagueiro.
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Contrato longo e fator tempo jogam a favor do Grêmio
Outro elemento decisivo é a situação contratual. Viery tem vínculo com o Grêmio até junho de 2027, o que dá margem confortável para negociações futuras sem pressão imediata. O zagueiro completa 21 anos no próximo dia 2 de janeiro, idade considerada ideal para consolidação gradual no elenco principal.
A crítica que se faz, porém, é inevitável: ao mesmo tempo em que blinda o atleta, o Grêmio precisará transformar discurso em prática. Manter Viery no elenco exige oferecer minutos, sequência e contexto competitivo. Caso contrário, o risco é ver o jogador estagnar, enquanto o mercado segue batendo à porta.
Por ora, o Grêmio resiste. E, ao resistir, envia uma mensagem clara: nem toda investida merece resposta positiva, especialmente quando o ativo em jogo pode valer muito mais do que a proposta sugere.
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