Nem sempre o jogador mais decisivo é aquele que aparece nas manchetes. Em um Grêmio marcado por lesões, trocas e instabilidade ao longo de 2025, foi justamente um nome de baixo custo e pouca badalação que terminou o ano como o mais presente em campo. Dodi encerrou a temporada como o atleta com mais partidas disputadas pelo Tricolor, consolidando-se como peça silenciosa — e essencial — do elenco.
O volante atuou em 51 dos 63 jogos do Grêmio na temporada, superando Edenilson, que aparece logo atrás com 50 partidas, e o goleiro Tiago Volpi, com 49. Não é um dado isolado. Em 2024, Dodi já havia figurado entre os líderes de minutos, ficando atrás apenas de Cristaldo. A repetição do feito expõe um padrão raro em um elenco que sofreu com constantes quebras físicas.
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Regularidade em meio ao caos físico
O segundo semestre escancarou os problemas do Grêmio com lesões graves. Villasanti rompeu o ligamento cruzado anterior, Balbuena fraturou o tornozelo, Braithwaite sofreu ruptura no tendão de Aquiles. Em meio a esse cenário, Dodi foi quem manteve o meio-campo minimamente estável.
Enquanto o clube buscava soluções emergenciais no mercado — com chegadas como Arthur, Marcos Rocha e Willian —, o volante seguiu disponível, competitivo e confiável. Não por acaso, terminou o ano como titular absoluto, desbancando nomes mais caros e experientes, como Cuéllar, na reta final do Brasileirão.
Peça de confiança, não de espetáculo
Dodi nunca foi tratado como protagonista técnico. Não decide jogos com gols ou assistências em abundância. Mas oferece algo que faltou ao Grêmio em vários momentos: constância. Ao longo do ano, formou dupla tanto com Villasanti quanto com Arthur, adaptando-se a diferentes contextos táticos e mantendo nível de entrega elevado.
O próprio jogador reconhece o peso da marca:
— Trabalhei todos os dias para manter a forma física e estar em campo. Essa marca me deixa muito feliz — afirmou.
O que a lista revela sobre o elenco
O ranking de partidas disputadas também revela outro ponto sensível: a dependência de poucos atletas fisicamente confiáveis. Dos dez primeiros da lista, apenas Dodi, Edenilson e Volpi superaram a marca de 49 jogos. Em um calendário cada vez mais pesado, isso expõe a fragilidade estrutural do elenco.
Veja os jogadores com mais jogos em 2025:
- Dodi: 51
- Edenilson: 50
- Tiago Volpi: 49
- Cristaldo: 47
- Pavón: 45
- Wagner Leonardo: 42
- Alysson: 39
- Aravena e Cristian Olivera: 37
- André Henrique: 36
Olhando para 2026
Para a próxima temporada, a tendência é de poucas mudanças no meio-campo. A prioridade da direção é resolver a permanência definitiva de Arthur, atualmente emprestado pela Juventus. Nesse cenário, Dodi segue como peça confiável, talvez não como estrela, mas como sustentação.
Em um Grêmio que busca reconstrução e equilíbrio, a temporada de 2025 deixa uma lição clara: regularidade também ganha jogos — mesmo sem aplausos.
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