Luís Castro mal desembarcou em Porto Alegre e já carrega uma lista pesada de desafios. Apresentado oficialmente nesta segunda-feira (22), o técnico português assume um Grêmio que terminou 2025 longe de empolgar e que exige respostas rápidas para evitar a repetição de um ano irregular. O trabalho de campo começa em 2 de janeiro, mas o diagnóstico já está em curso — e os problemas são claros.
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1. Identificar carências sem repetir erros do passado
O primeiro desafio é mapear o elenco com precisão. O Grêmio errou em avaliações recentes, contratando jogadores que não entregaram o esperado. Luís Castro precisará separar o que é limitação técnica do que foi consequência de contexto, lesões ou má utilização. Essa leitura será determinante para definir o modelo de jogo e o tipo de reforço a buscar em um mercado onde o clube tem pouco espaço para errar.
2. Tornar o time competitivo fora da Arena
A campanha no Brasileirão escancarou um problema crônico. Como mandante, o Grêmio teve aproveitamento razoável (56,1%). Fora de casa, despencou para 29,8%, fechando o torneio com apenas a 10ª campanha como visitante. Um time que quer brigar na parte de cima da tabela não pode depender exclusivamente da Arena. Ajustes táticos e mentais serão indispensáveis.
3. Resolver a anemia ofensiva
O setor ofensivo é outro ponto sensível. Nas últimas 11 partidas da temporada, Carlos Vinícius passou em branco em três — justamente jogos em que o Grêmio perdeu. A dependência excessiva de um único centroavante limita o time. Braithwaite pode dividir responsabilidades, mas ainda se recupera de lesão. Até lá, Castro terá de criar alternativas para gerar gols e reduzir a pressão defensiva constante.
4. Encontrar o parceiro ideal para Arthur
A função de primeiro volante segue indefinida. Cuéllar chegou para ser titular, mas os problemas físicos impediram sequência. Dodi alternou bons e maus momentos. Villasanti retorna de lesão e surge como opção, mas ainda é incógnita. Arthur precisa de um companheiro que complemente seu jogo. Mais do que nomes, o Grêmio carece de um perfil claro para o setor.
5. Rejuvenescer sem perder competitividade
O elenco terminou 2025 envelhecido: 16 jogadores terão 30 anos ou mais em 2026. A visita de Luís Castro ao CT Hélio Dourado foi simbólica. Com orçamento limitado, a base deixa de ser discurso e vira necessidade. Jovens precisarão ser incorporados de forma responsável, enquanto o clube busca equilíbrio entre experiência e intensidade.
Luís Castro assume um Grêmio em reconstrução, pressionado por resultados e por coerência. Resolver esses cinco problemas não garante títulos, mas é o mínimo para devolver competitividade e identidade a um time que terminou a temporada devendo mais do que entregou.
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