Dirigente admite erro após negociação frustrada com o Grêmio

Os primeiros movimentos da nova gestão do Grêmio, liderada pelo presidente Odorico Roman, já começam a revelar não apenas decisões estratégicas, mas também ruídos típicos de um mercado cada vez mais público e sensível. Um desses episódios envolve a saída do atacante Kike Oliveira e ganhou contornos internacionais nos últimos dias.

Emprestado ao Bahia por 400 mil dólares, Kike esteve muito perto de defender o Nacional, do Uruguai. A negociação, no entanto, acabou não avançando. Do lado gremista, a justificativa foi clara: os valores apresentados pelo clube uruguaio não agradaram e ficaram abaixo do que o Tricolor considerava aceitável. A decisão parecia definitiva — ao menos oficialmente.

VEJA TAMBÉM: Grêmio PRESSIONA Botafogo por atacante

Versões desencontradas criam desgaste

O problema surgiu quando, em paralelo à negativa do Grêmio, a direção do Nacional dava o negócio como fechado. A informação gerou estranheza no mercado e expôs um desencontro de comunicação entre os clubes. O caso ganhou novo capítulo nesta segunda-feira (22), quando Flávio Perchmann, dirigente do Nacional, admitiu publicamente o erro.

Eu me equivoquei em dizer que o negócio de Kike Oliveira estava fechado (com o Grêmio) — declarou Perchmann, em entrevista ao programa 100% Deporte, da Rádio Sport 890, no Uruguai.

A fala encerra o impasse do ponto de vista formal, mas não apaga o desgaste. Em tempos de negociações cada vez mais rápidas e vazamentos constantes, declarações precipitadas têm impacto direto na credibilidade dos clubes envolvidos.

VEJA TAMBÉM: Grêmio renova com lateral peça-chave para 2026

Grêmio tenta impor nova postura no mercado

Para o Grêmio, o episódio ocorre em um momento delicado. A nova gestão busca imprimir um discurso de controle, critério e valorização de ativos. Ao recusar a proposta do Nacional e fechar com o Bahia, o clube deixou claro que não pretende aceitar negócios que considere desfavoráveis, mesmo sob pressão externa.

Ainda assim, o ruído evidencia um desafio recorrente: alinhar comunicação e timing em negociações internacionais. Quando uma das partes se antecipa sem respaldo contratual, o resultado costuma ser desgaste — ainda que o erro seja posteriormente reconhecido.

Erro admitido, lição registrada

O reconhecimento público de Perchmann ajuda a esclarecer os fatos, mas também serve como alerta. O mercado observa. Para o Grêmio, fica a lição de que, além de negociar bem, é preciso blindar processos e informações. Para os demais clubes, o recado é direto: negócio fechado só existe quando está assinado.

No fim, Kike Oliveira segue seu caminho longe de Porto Alegre, e o Tricolor vira a página. Mas o episódio deixa marcas típicas de um início de gestão que ainda ajusta engrenagens — dentro e fora de campo.

Gostou desta matéria? Siga a gente no Twitter e entre no nosso Grupo do Facebook para acompanhar todas as nossas notícias sempre!

Magdalena Schneider
Magdalena Schneider

Psicóloga por formação, gremista por destino e editoria-chefe do GP News por vocação. Aqui a paixão pelo Grêmio encontra a análise séria. De olho em cada detalhe do nosso Imortal, dos bastidores da Arena às decisões táticas no CT Luiz Carvalho. Acompanhe comigo a jornada rumo às glórias!

Artigos: 422

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *