O Grêmio voltou a apertar o passo no mercado e recolocou Savarino no centro das discussões internas. O atacante do Botafogo segue como um dos alvos preferenciais da direção para 2026, e os contatos foram intensificados nos últimos dias. A negociação, no entanto, está longe de ser simples e expõe os limites financeiros e estratégicos do Tricolor neste momento de reconstrução.
Nos bastidores, a cúpula gremista estuda alternativas criativas para tentar reduzir o valor exigido pelo clube carioca. Uma delas envolve o perdão de pendências financeiras relacionadas a negociações anteriores, como os casos de Nathan Fernandes e Cuiabano. A proposta existe, está na mesa, mas ainda não é suficiente para convencer o Botafogo.
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Botafogo endurece e exige compensação financeira
Mesmo com a possibilidade de abatimento de dívidas, o Grêmio sabe que terá de colocar dinheiro no negócio. O Botafogo trata Savarino como ativo estratégico e não demonstra pressa em negociar. Assim, qualquer avanço passa, obrigatoriamente, por uma compensação financeira que hoje ainda está distante do que o clube gaúcho considera viável.
Internamente, o negócio é classificado como complexo. Há reconhecimento unânime da qualidade do jogador e do impacto imediato que ele poderia gerar no elenco. Por outro lado, existe o temor de comprometer o equilíbrio financeiro justamente no início de uma nova gestão.
Pelaipe conduz com cautela
À frente das conversas está Paulo Pelaipe, que tenta encontrar um ponto de equilíbrio entre ambição esportiva e responsabilidade financeira. O dirigente sabe que Savarino elevaria o nível técnico do time, mas também entende que o Grêmio não pode repetir erros recentes, quando apostas caras comprometeram o planejamento.
A chegada de Luís Castro acelera o processo. O novo treinador já iniciou o mapeamento de reforços e deve participar ativamente das decisões. Ainda assim, a palavra de ordem segue sendo cautela.
Reformulação passa por saídas
Paralelamente às negociações, o Grêmio trabalha em um enxugamento profundo do elenco. A ideia da nova direção é reduzir o grupo para cerca de 26 jogadores em 2026. Hoje, o elenco profissional conta com aproximadamente 36 nomes, o que torna inevitável a saída de até dez atletas.
Alguns já estão encaminhados para empréstimos. Outros podem ser negociados em definitivo nas próximas semanas. Esse movimento é visto como essencial para abrir espaço na folha salarial e viabilizar eventuais chegadas.
Pressão por acerto, risco de erro
O interesse por Savarino revela um Grêmio mais agressivo no mercado, mas ainda limitado por sua realidade financeira. Forçar demais pode custar caro. Esperar demais, também. Entre dívidas, cifras e escolhas difíceis, o clube tenta encontrar o ponto exato — sabendo que qualquer passo em falso em 2026 pode ter efeito prolongado.
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