Em um movimento estratégico para reacender as ambições tricolores, o Grêmio inicia negociações por Lucas Romero, o volante paraguaio de 23 anos que já brilha na seleção de seu país. Revelação do Deportivo Recoleta, no Chile, o atleta surge como prioridade na reformulação do elenco para 2026, sob a batuta do novo presidente Odorico Roman. Mas será que esse investimento em um nome jovem e inexplorado vale o risco em um clube que clama por títulos imediatos?
A notícia, vazada pela Rádio ABC Deportes, agitou o mercado sul-americano. Romero, com sua garra incansável e visão de jogo afiada, acumula 12 partidas pela Albirroja e é cotado como futuro pilar do Paraguai. No Recoleta, ele ditou o ritmo em 28 jogos na última temporada, com 2 gols e 4 assistências – números que impressionam para um defensivo nato.
Perfil promissor: o que Romero traz de bagagem?
Romero não é um novato qualquer. Formado nas categorias de base do Libertad, no Paraguai, ele migrou para o Chile aos 20 anos e explodiu como o “motor” do Recoleta na Primera B. Sua estatura (1,82m) e capacidade de roubar bolas (média de 3,2 por partida, segundo dados do Opta) o comparam a um Villasanti mais técnico. Já na seleção, enfrentou gigantes como Brasil e Argentina em eliminatórias, provando resiliência sob pressão.
O Grêmio vê nele um substituto ideal para veteranos como Villasanti, que pode pendurar as chuteiras em breve. No entanto, críticos apontam: sua falta de rodagem em ligas top, como a Libertadores, pode ser um calcanhar de Aquiles. Em um time que sofreu com fragilidades no meio em 2025 – vide as 15 derrotas no Brasileirão –, Romero precisaria de adaptação rápida para não virar mais um “projeto” engavetado.
Estratégia de Roman: acerto ou ilusão de longo prazo?
A gestão Roman promete um Grêmio “renovado e enxuto”. Com saídas previstas de altos salários, como o de Diego Costa (rumores de volta à Europa), o foco em jovens como Romero alinha-se a um orçamento apertado pós-rebaixamento evitado por um triz. É uma jogada esperta para SEO de futuro: atrair talentos sub-25 que valorizem em revenda, ecoando sucessos como o de Douglas Costa anos atrás.
Crítica dura aqui: o Tricolor peca por miopia tática. Em 2025, o time escancarou buracos defensivos, com 48 gols sofridos no Gauchão e Brasileirão. Romero resolve o pulmão? Sim, mas e o criador? Sem um armador ao lado, ele vira só “cão de guarda”. Roman precisa equilibrar: 60% jovens, 40% experientes, ou o ciclo de reconstrução vira loop eterno.
Concorrência acirrada: Universidad de Chile na cola
Não é só o Grêmio que sonha alto. A Universidad de Chile, vice-campeã chilena, monitora Romero há meses e pode oferecer minutos imediatos na Libertadores. Para o paraguaio, Porto Alegre significa glamour, mas o frio gaúcho e a pressão da Arena testarão sua fibra. O Recoleta pede €2 milhões pela multa – acessível, mas o Grêmio deve agir rápido para evitar leilão.
Nas conversas iniciais, o estafe do jogador elogia a estrutura gremista, mas cobra garantias de titularidade. Sem oferta formal até o fim do mês, o risco de perda é real.
Análise final: um passo ousado, mas incompleto
Contratar Romero é um aceno positivo à base sul-americana, injetando vitalidade em um meio-campo envelhecido. Aos 23, ele tem shelf life para 2028, alinhando ao sonho de Roman de um Grêmio protagonista na Sul-Americana. Mas a crítica é inevitável: sem visão holística, vira paliativo. O Tricolor precisa de um “pacote” – volante + laterais ágeis – para não repetir o fiasco de 2024.
Torcida, fiquem de olho: as próximas semanas definem se 2026 será renascimento ou mais um capítulo de frustração. O que você acha dessa caçada? Comente abaixo e siga nossas atualizações para mais sobre contratações do Grêmio.









