Mano Menezes é premiado após temporada turbulenta no Grêmio

A temporada de 2025 do Grêmio foi tudo, menos linear. Troca de comando técnico, instabilidade política e um elenco em reconstrução marcaram o ano tricolor. Ainda assim, Mano Menezes — contratado em abril com a missão de reorganizar o clube — encerra sua passagem com um reconhecimento simbólico: o prêmio de melhor treinador de 2025, concedido pela Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (ACEG).

O detalhe que chama atenção é o contexto. Mano já não faz mais parte dos planos do Grêmio para 2026. A nova direção optou por uma ruptura clara, apostando no português Luís Castro para liderar um novo ciclo. O contrato de Mano se encerrava ao fim do Brasileirão e não foi renovado. Mesmo assim, o trabalho realizado ao longo do ano foi suficiente para convencer os cronistas esportivos.

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Um prêmio que não apaga as contradições

A escolha de Mano Menezes levanta debates inevitáveis. O Grêmio não brilhou em 2025, tampouco entregou resultados que empolgassem a torcida. Porém, o prêmio não se baseia apenas em títulos, mas em contexto, impacto e capacidade de gestão. E foi justamente aí que Mano se destacou.

Ele assumiu um time desorganizado, em meio a uma crise técnica e institucional, e conseguiu dar algum padrão competitivo. Não foi um futebol vistoso, mas foi funcional. Para muitos analistas, isso explica a escolha da ACEG, que vota apenas em treinadores que atuaram em clubes gaúchos ao longo do ano.

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Nova gestão, nova aposta — e riscos claros

Enquanto Mano recebe o prêmio, o Grêmio já olha para frente. A contratação rápida de Luís Castro foi vista como um movimento ousado da nova gestão, liderada pelo executivo Paulo Pelaipe. A decisão dividiu opiniões, inclusive dentro do clube.

O ex-presidente Paulo Odone, em entrevista à Rádio Grenal, avaliou as movimentações com cautela.
“A nova direção parece estar apostando pesado nas suas convicções”, afirmou.

A leitura é clara: há ambição, mas também risco. Apostar alto em um novo treinador estrangeiro exige respaldo esportivo, financeiro e político.

O que fica da passagem de Mano Menezes

O prêmio não reescreve a história da temporada, mas deixa uma reflexão incômoda. Se Mano foi o melhor treinador do ano no Rio Grande do Sul, o problema talvez não esteja apenas nos técnicos, mas na estrutura do futebol local.

Reconhecimento tardio ou justiça silenciosa? No Grêmio de 2025, até as homenagens carregam contradições.

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Magdalena Schneider
Magdalena Schneider

Psicóloga por formação, gremista por destino e editoria-chefe do GP News por vocação. Aqui a paixão pelo Grêmio encontra a análise séria. De olho em cada detalhe do nosso Imortal, dos bastidores da Arena às decisões táticas no CT Luiz Carvalho. Acompanhe comigo a jornada rumo às glórias!

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