O tricampeonato da Libertadores em 2017, conquistado com uma vitória épica por 3 a 1 sobre o Lanús em La Fortaleza, ainda ecoa no coração dos torcedores gremistas. Mas o tempo não perdoa: com a aposentadoria de Pedro Geromel oficializada em 1º de janeiro de 2025, apenas Walter Kannemann segue no elenco tricolor para 2026. O zagueiro argentino, com contrato renovado até dezembro de 2027, é o último bastião daquela equipe lendária.
Quase oito anos depois, os 11 titulares dispersaram-se pelo mundo. Alguns brilham em ligas estrangeiras, outros enfrentam desafios ou trocaram os gramados por novas carreiras. Atualizamos o destino de cada um, com base em movimentações recentes. Confira o panorama a seguir.
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Goleiro: Marcelo Grohe
O ídolo que ergueu a taça em 2017 trocou a Arábia Saudita de clube. Após quatro anos no Al Ittihad e uma passagem pelo Al Kholood, Grohe assinou com o Al-Shabab em setembro de 2025. Aos 39 anos, acumula oito jogos na Saudi Pro League nesta temporada, mostrando reflexos afiados.
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Lateral-Direito: Edílson
O veloz Edílson, de 39 anos, pendurou as chuteiras em 2022, ao fim de sua terceira passagem pelo Grêmio. Passou por Cruzeiro, Goiás e Avaí antes de se aposentar. Hoje, atua como comentarista esportivo em emissoras gaúchas, compartilhando memórias da campanha invicta na Libertadores.
Zagueiro: Pedro Geromel
Capitão e símbolo de lealdade, Geromel se despediu aos 39 anos em janeiro de 2025, após 11 temporadas e mais de 500 jogos pelo Grêmio. Anunciou a saída em outubro de 2024, em coletiva emocionante, e encerrou a carreira em um jogo contra o Corinthians, em dezembro. Agora, dedica-se à família e a projetos sociais em Porto Alegre.
Zagueiro: Walter Kannemann
O único remanescente. O argentino de 34 anos renovou até 2027 em setembro de 2025 e segue como pilar defensivo do Grêmio, com 19 titularidades no Brasileirão deste ano. Com 14 títulos pelo clube, incluindo a Libertadores, Kannemann rejeitou propostas da Europa para honrar o tricampeão.
Lateral-Esquerdo: Bruno Cortez
Aos 38 anos, Cortez continua ativo, mas longe do auge. Após deixar o Grêmio em 2021, rodou por Avaí, Mirassol e Sampaio Corrêa, onde disputou 20 jogos em 2024. Atualmente, ele será o treinador da Base do Grêmio, conforme já noticiamos aqui.
Volante: Jailson
O “xerife” do meio-campo migrou para os EUA em setembro de 2025. Livre após uma temporada irregular no Celta de Vigo (27 jogos em 2024-25), assinou com o Los Angeles FC até o fim do ano, com opções até 2027. Aos 31 anos, busca minutos na MLS para reviver o protagonismo de 2017.
Meia: Arthur Melo
Destaque da campanha com passes cirúrgicos, Arthur, de 29 anos, viveu altos e baixos na Europa. Após Barcelona e Juventus (onde mal jogou), voltou ao Brasil em agosto de 2025 por empréstimo ao Grêmio – seu clube formador – até junho de 2026.VEJA TAMBÉM: Quais as chances de Arthur vai ficar no Grêmio em 2026?
Volante: Ramiro
A engrenagem incansável trocou o Cruzeiro pelo FC Dallas em janeiro de 2025. Aos 32 anos, assinou até 2026 com opção de extensão na MLS. Deixou o Corinthians em 2023 após passagem discreta, e agora adapta-se ao futebol norte-americano, com seis assistências na temporada.
Meia: Luan
O “Rei da América”, autor de golaços em 2017, caiu em declínio. Após Corinthians, Santos e retorno frustrante ao Grêmio em 2023, fez só seis jogos pelo Vitória em 2024. Aos 33 anos, está sem clube desde abril passado, treinando em academia e considerando propostas de ligas menores.
Atacante: Fernandinho
O herói do primeiro gol na final deixou o Grêmio logo após o título. Passou pela China (2018-2021) e chegou ao Retrô-PE em 2023. Aos 35 anos, segue no clube pernambucano na Série D, com 15 gols em duas temporadas, longe dos holofotes mas feliz no Nordeste.
Centroavante: Lucas Barrios
O paraguaio de 41 anos aposentou-se como jogador em janeiro de 2025, após passagens por Luqueño e Trinidense. Mas o futebol chamou de volta: em outubro, assumiu como técnico do Sportivo Luqueño, seu ex-clube, apostando na experiência de 2017 para resgatar o time paraguaio.
Essa geração marcou o Grêmio para sempre, mas o tempo reconfigura elencos. Kannemann carrega a tocha sozinho, enquanto os outros constroem legados paralelos. A Libertadores de 2017 não foi só um título: foi o início de trajetórias globais. Qual o próximo capítulo? O Imortal dirá.
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