O Gre-Nal 449 já está no radar do torcedor e promete ser um daqueles jogos que dizem muito mais do que o placar final. Neste domingo (25), às 20h, no Beira-Rio, Grêmio e Inter se enfrentam pela quinta rodada do Gauchão 2026 em um clássico que chega cedo no calendário, mas com clima de decisão.
Para o Tricolor, o duelo tem um peso especial. O time vive um processo de reconstrução, com mudanças importantes no elenco e um começo de trabalho que ainda está ganhando forma. Um clássico nesse momento serve como teste de maturidade, de personalidade e, principalmente, de resposta competitiva contra o rival.
Já o Inter, jogando em casa, entra com a obrigação de controlar o jogo e transformar o mando de campo em vantagem. Em Gre-Nal, porém, nada é simples. E quando as prováveis escalações indicam força máxima dos dois lados, o que se vê é um confronto de peças, ideias e detalhes. É aí que entra o nosso “mano a mano” do clássico.
Prováveis escalações: quem deve começar o Gre-Nal 449
Antes de comparar setor por setor, vale registrar o desenho mais provável das equipes.
Inter (tendência): Rochet; Bruno Gomes, Mercado, Victor Gabriel (Félix Torres) e Bernabei; Ronaldo, Paulinho; Vitinho, Alan Patrick, Carbonero; Borré.
Técnico: Paulo Pezzolano
Grêmio (tendência): Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Martins (ou Noriega), Wagner Leonardo e Marlon; Tiago, Arthur; Tetê, Cristaldo, Amuzu; Carlos Vinícius.
Técnico: Luís Castro
Na prática, são times com estrutura parecida em alguns momentos: meio-campo com dupla de volantes, pontas com velocidade e um atacante de referência. Mas o modo de executar é diferente — e isso muda tudo no confronto direto.

Mano a mano por setor: quem chega melhor no Gre-Nal?
A seguir, o comparativo posição por posição, com análise editorial e leitura de jogo.
Goleiros: Rochet x Weverton
Rochet é um goleiro já testado em grandes jogos. Passa segurança, tem presença de área e costuma ser decisivo em partidas de alto nível. Em clássico, isso pesa.
Weverton, por outro lado, vive um momento de afirmação. Ele chega ao Gre-Nal com a responsabilidade de ser protagonista logo de cara, ainda se adaptando ao ambiente e à pressão do futebol gaúcho.
Vantagem: Inter (experiência e estabilidade)
O que o Grêmio precisa: Weverton forte no jogo aéreo e frio nos primeiros minutos, quando o Beira-Rio costuma “empurrar”.
Laterais: Bruno Gomes e Bernabei x Marcos Rocha e Marlon
Aqui mora um dos pontos mais interessantes do clássico.
Pelo Inter, Bruno Gomes é lateral de força e intensidade. Já Bernabei tem boa chegada e dá profundidade pelo lado esquerdo.
No Grêmio, Marcos Rocha é mais experiente, sabe competir e tem leitura de jogo. Marlon aparece como peça importante para dar apoio ao ataque e equilibrar o corredor.
Na nossa análise, o duelo pelos lados pode ser o “termômetro” do Gre-Nal. Quem ganhar o corredor, ganha campo, tempo e iniciativa.
Vantagem: equilíbrio, com leve tendência ao Inter pela agressividade ofensiva
O que o Grêmio precisa: proteger as costas dos laterais, especialmente quando Tetê e Amuzu avançarem.
Zaga: Mercado e Victor Gabriel/Félix Torres x Wagner Leonardo e Gustavo Martins/Noriega
O Inter tem em Mercado um zagueiro que impõe respeito. Ele organiza, orienta e tem força física. A dúvida ao lado dele (Victor Gabriel ou Félix Torres) pode mexer no encaixe, mas o time mantém um padrão.
No Grêmio, Wagner Leonardo é um nome que transmite firmeza e vem ganhando protagonismo. Já a outra vaga vira debate: Gustavo Martins pode entrar se estiver 100% após o choque recente, enquanto Noriega surge como alternativa mais “pronta” fisicamente.
Do nosso ponto de vista editorial, a zaga gremista será muito testada por bola longa, segunda bola e cruzamentos. E aí a concentração precisa ser máxima.
Vantagem: Inter, pela estabilidade do setor e pela experiência do líder da linha
O que o Grêmio precisa: comunicação e posicionamento. Em Gre-Nal, a bola que sobra costuma virar finalização.
Meio-campo: onde o Gre-Nal pode ser decidido
Volantes: Ronaldo e Paulinho x Tiago e Arthur
Esse setor é o coração do jogo.
O Inter com Ronaldo e Paulinho tende a ter mais poder de choque e presença. É uma dupla que disputa muito, pressiona e tenta acelerar a transição para Alan Patrick.
No Grêmio, Tiago e Arthur formam uma dupla que busca mais controle e circulação. Quando encaixa, o time respira e consegue atacar com mais gente. Quando não encaixa, vira um clássico de sofrimento, com o Grêmio correndo atrás.
Na nossa análise, o Grêmio não pode aceitar um jogo de “trocação” no meio. Se virar só duelo físico, o Inter se sente confortável.
Vantagem: Inter, pela imposição e intensidade
O que o Grêmio precisa: Arthur ser o “organizador silencioso”, fazendo o time sair com bola no chão e evitando rifar posse.
Meia central: Alan Patrick x Cristaldo
Aqui está o duelo mais técnico do Gre-Nal 449.
Alan Patrick é o cérebro colorado. Ele faz o Inter jogar, acelera quando precisa e controla quando convém. Se tiver espaço, ele decide.
Cristaldo é a peça mais criativa do Grêmio. É quem aproxima, acha passe entre linhas e pode transformar uma jogada simples em chance clara.
Do nosso ponto de vista editorial, o time que conseguir “apagar” o camisa 10 rival dá um passo enorme rumo ao controle do clássico.
Vantagem: Inter, pela constância e peso do jogador em jogos grandes
O que o Grêmio precisa: marcação por zona bem feita e cobertura rápida para não deixar Cristaldo isolado na criação.
Pontas e ataque: velocidade contra organização
Pontas: Vitinho e Carbonero x Tetê e Amuzu
O Inter tem pontas com capacidade de desequilibrar em 1×1. Vitinho é agressivo, enquanto Carbonero tem aceleração e ataca espaço.
No Grêmio, Tetê oferece velocidade e verticalidade. Amuzu é o tipo de jogador que pode mudar o jogo em uma arrancada, especialmente se o Inter adiantar suas linhas.
Na nossa análise, esse é o setor onde o Grêmio pode encontrar o “pulo do gato”. Se Tetê e Amuzu conseguirem atacar o espaço às costas dos laterais do Inter, o Tricolor pode criar chances mesmo sem ter domínio total do jogo.
Vantagem: equilíbrio, com leve tendência ao Inter pela entrosagem inicial
O que o Grêmio precisa: eficiência. O Grêmio pode não ter muitas chances, então precisa aproveitar as que aparecerem.
Centroavantes: Borré x Carlos Vinícius
Borré é um atacante de movimentação, inteligente, que incomoda a defesa e costuma participar do jogo, não só finalizar.
Carlos Vinícius é mais referência, de área, de presença física. Se receber bola boa, pode decidir. Mas depende muito do time conseguir chegar perto.
Do nosso ponto de vista editorial, esse duelo é sobre estilo: mobilidade contra imposição. E em Gre-Nal, quem “ganha a primeira bola” e “a segunda bola” geralmente ganha território.
Vantagem: Inter, pela mobilidade e pelo encaixe com Alan Patrick
O que o Grêmio precisa: cruzamentos com qualidade e aproximação. Centroavante sozinho vira presa fácil.
O que muda para o Grêmio se vencer (ou perder) o Gre-Nal 449
O Gre-Nal 449 pode ser um divisor de confiança para o Grêmio. Não só pela rivalidade, mas pelo momento do projeto.
Se o Tricolor vencer no Beira-Rio, o impacto é imediato:
- fortalece o trabalho de Luís Castro internamente
- acelera a adaptação dos novos titulares
- melhora o ambiente e a confiança do elenco
- dá peso ao desempenho no Gauchão
Por outro lado, uma derrota não “acaba” com a temporada, mas liga alertas:
- aumenta a pressão sobre a evolução do time
- reforça a necessidade de ajustes defensivos
- expõe fragilidades em transição e meio-campo
Na nossa análise, o resultado é importante, mas o desempenho é ainda mais. Um Grêmio competitivo, com organização e chances criadas, sai fortalecido mesmo se não vencer. Já um time apático, sem reação e sem padrão, deixa preocupação real.
O que o torcedor deve observar no jogo
Alguns pontos devem ser decisivos e merecem atenção:
- Primeiros 15 minutos: o Inter tende a pressionar com o estádio junto. O Grêmio precisa sobreviver bem.
- Disputa pelo meio: se Tiago e Arthur perderem o controle, o time fica longo e sofre.
- Proteção dos lados: Tetê e Amuzu precisam ajudar na recomposição.
- Bola parada: clássico é jogo de detalhe. Escanteio e falta lateral podem definir.
- Cristaldo no jogo: se ele participar, o Grêmio cria. Se ele sumir, o time fica previsível.
Conclusão: Gre-Nal 449 é teste real para o Grêmio e pode acelerar o projeto de 2026
O Gre-Nal 449 chega cedo, mas com cara de prova grande. Para o Grêmio, é o primeiro clássico do ano e também um termômetro do que o time pode ser em 2026. Com uma base já desenhada e um elenco em transformação, o Tricolor entra no Beira-Rio para medir força, personalidade e capacidade de competir sob pressão.
Na nossa análise, o Inter tem algumas vantagens pontuais em experiência e encaixe, especialmente com Rochet, Mercado e Alan Patrick. Mas o Grêmio tem caminhos claros para equilibrar: explorar velocidade pelos lados, proteger o meio e ser cirúrgico nas chances que aparecerem.
Clássico não se joga, se vence — mas também se aprende. E o Gre-Nal 449, para o Grêmio, vale mais do que três pontos: vale leitura, maturidade e um recado para a temporada que está começando.
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