O Grêmio reacendeu laços com seu passado glorioso. Bruno Cortez, lateral-esquerdo do título da Libertadores 2017, está a um passo de retornar ao clube como treinador do sub-14 na base. Aos 38 anos, o ex-jogador tem acerto verbal com a nova gestão de Odorico Roman, e o anúncio deve ocorrer nos próximos dias. Após encerrar a carreira em 2024, ele se retornará do Ceará para Eldorado do Sul. E assim, deve ocorrer uma reformulação pontual na base, mas será que nostálgicos resolvem carências estruturais?
Passado Azul: De Ala Campeão a Ídolo Eterno
Cortez desembarcou no Olímpico em 2017, vindo do Bahia, e virou peça chave na campanha invicta da América. Com cruzamentos precisos e 1,78m de garra, atuou em 45 jogos, incluindo a final contra Lanús.
Ficou até 2021, somando 120 partidas e laços profundos com a torcida – gols decisivos no Brasileirão e Gre-Nais memoráveis. Sua saída para o Avaí marcou fim de ciclo, mas o afeto persiste: “O Grêmio é família”, disse ele em entrevista recente.
Pós-Tricolor, rodou por Mirassol e Sampaio Corrêa, pendurando chuteiras no Maranhão. A transição ocorreu naturalmente: ele fez o curso de licença CBF, focando em formação.
Sucesso Inicial: Títulos no Ceará e Visão para Sub-14
No Vozão desde dezembro de 2024, Cortez comandou o sub-15 a conquistas rápidas: Campeonato Cearense e Brasileirinho em Minas Gerais. Números sólidos – 70% de vitórias em 30 jogos – provam didática.
No Grêmio, ele deve assumir o sub-14, integrando reestruturação pós-troca de gestão. A base mantém pilares como James Freitas, mas ajusta com nomes internos. Bruno Cortez chega para injetar experiência de alto nível em jovens como Luis Eduardo.
A diretoria vê nele ponte entre passado e futuro: treinar talentos que possam herdar sua pegada.
Crítica Direta: Sentimentalismo Inteligente ou Remendo Nostálgico?
Aplaudo o retorno de Cortez: o campeão da Liberta traz DNA vencedor, essencial para uma base que formou só dois titulares em 2025. Sua passagem no Ceará mostra toque pedagógico – títulos em base demandam paciência, algo que ele aprendeu na Arena sob comando de Renato Portaluppi. Aos 38, é jovem para o cargo, alinhado à visão de Luís Castro de promover internos.
Mas o questionamento surge: priorizar ídolos resolve a evasão de talentos? O Grêmio perdeu promessas como Pedrinho para Europa sem royalties plenos; Cortez, sozinho, não basta. A gestão Roman acerta em ajustes pontuais, preservando estrutura, mas precisa de investimentos em scouting e infraestrutura – não só saudosismo. Num 2026 com Gauchão precoce, a base vira filtro para o principal; falhar aqui, custa caro.
Em síntese, Cortez simboliza continuidade. Se lapidar joias como Mec, vira um grande acerto. Caso contrário, será uma mera homenagem. E você, curtiu esse retorno?










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