Grêmio Campeão da Libertadores de 2017 — personagens, polêmicas e bastidores

A Libertadores de 2017 ocupa um lugar de honra na memória do torcedor do Grêmio, especialmente em Porto Alegre e em todo o Rio Grande do Sul. Foi uma campanha marcada por personagens inesquecíveis, polêmicas que incendiaram o continente e bastidores que revelaram a força emocional, tática e histórica do clube. Falar sobre essa conquista é revisitar um capítulo épico do Grêmio, que voltou a levantar a América após 22 anos, coroando uma jornada que uniu talento, coragem e a mística tricolor.

Desde os primeiros jogos na Arena do Grêmio, o ambiente já indicava que algo grandioso estava prestes a acontecer. O time comandado por Renato Portaluppi, o maior ídolo da história do clube, reunia técnica, irreverência, disciplina e uma química que raramente se vê no futebol. A cada passo, Porto Alegre sentia o pulsar da América. O Rio Grande do Sul respirava Libertadores. E o torcedor tricolor sabia: aquele grupo estava destinado ao topo.

O Caminho até a Glória: Dificuldades, Personalidades e Momentos Imortais

A trajetória do Grêmio na competição não foi apenas técnica — foi emocional e profundamente simbólica. A equipe enfrentou desafios intensos, viagens longas, ambientes hostis e a pressão de carregar a história de um gigante continental.

Os Jogadores Imortais: O Elenco que Conquistou a América

A campanha de 2017 entrou para a história do clube por causa da imponência de seus protagonistas. Entre eles, nomes que se tornariam eternos:

  • Luan, o craque da Libertadores, encantou o continente com sua técnica refinada, dribles curtos e capacidade de decidir jogos. Sua atuação na final, especialmente o golaço contra o Lanús, é até hoje considerada um dos momentos mais icônicos já registrados na competição.
  • Geromel, um dos maiores zagueiros da história do Grêmio e do Brasil no século XXI, foi o pilar defensivo. Seus cortes, antecipações e frieza moldaram a segurança da equipe em jogos decisivos.
  • Marcelo Grohe, protagonista de uma das maiores defesas da história do futebol mundial — a defesa contra o Barcelona de Guayaquil na semifinal, que entrou para o imaginário coletivo como símbolo da campanha.
  • Arthur, joia produzida no CT Luiz Carvalho, transformou o meio-campo tricolor em um relógio. Inteligente, técnico e maduro, comandou o ritmo do time com naturalidade de veterano.
  • Barrios, Pedro Rocha, Kannemann, Edílson, Cortez, Michel e tantos outros formaram um grupo unido, competitivo e dono de uma personalidade coletiva marcante.

Era um elenco completo, equilibrado e consciente de sua missão: reconquistar a América em nome da história do clube.

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FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

A Tática de Renato Portaluppi e a Identidade Tricolor

A mente por trás desse time era Renato Portaluppi, que acrescentou algo mais do que técnica e ajustes: deu alma à equipe. O treinador — e eterno ídolo — soube equilibrar:

  • intensidade com organização
  • talento individual com responsabilidade coletiva
  • experiência com irreverência

O Grêmio de Renato praticou um dos estilos mais bonitos já vistos na Libertadores recente: posse de bola qualificada, movimentação constante, linhas compactas e uma saída de bola limpa que desmontava adversários.

A famosa “trocação” de passes curtos, sempre com Arthur, Luan e Pedro Rocha triangulando, se tornou marca registrada. Na Arena do Grêmio, os rivais sucumbiam ao ambiente e ao estilo agressivo da equipe. Fora de casa, o Tricolor se impunha com maturidade.

E como esquecer os jogos emblemáticos?

  • A goleada por 4 a 0 sobre o Zamora na fase de grupos.
  • A vitória por 3 a 0 contra o Barcelona de Guayaquil, no Equador — uma das maiores exibições fora do país na história do clube.
  • A final contra o Lanús, com atuação memorável na Argentina e triunfo por 2 a 1.

Cada capítulo reforçava o mesmo sentimento: o Grêmio havia renascido no continente.

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FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

Bastidores e Polêmicas: A Libertadores mais Quente da Década

Nenhuma grande conquista vem sem turbulências, e a de 2017 teve momentos eletrizantes também fora das quatro linhas.

A relação com a arbitragem, por exemplo, foi tema constante: o Grêmio precisou lidar com decisões controversas, ambientes hostis e pressão externa. Na semifinal contra o Barcelona, o clima político e esportivo no Equador foi tenso, mas o elenco manteve a serenidade.

Outro episódio marcante foi a troca de provocações com o Lanús antes e durante a final. As entrevistas mais afiadas, as ironias e o ambiente incendiado tornaram a decisão ainda mais saborosa para o torcedor tricolor — especialmente após as críticas dos argentinos sobre a presença de Renato e o estilo de jogo do Grêmio.

Nos bastidores, relatos de concentração rígida, conversas emocionantes e rituais de união entre jogadores marcaram a campanha. A famosa declaração de Renato sobre implementar o “toque de qualidade” no futebol brasileiro ganhou o continente. Aquilo não era arrogância. Era verdade.

O Legado para Porto Alegre, para a Arena do Grêmio e para o Tricolor

A Libertadores de 2017 não foi apenas um título. Foi a reafirmação de uma identidade construída ao longo de décadas.

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FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

A Celebração em Porto Alegre: O Estado Parou

A noite da conquista transformou Porto Alegre em um mar azul. Do Centro Histórico ao Humaitá, do Moinhos de Vento à zona norte, milhares de gremistas tomaram as ruas, motos, carros e caminhadas espontâneas criaram uma celebração digna de Copa do Mundo.

Na Arena do Grêmio, que havia recebido telões e eventos especiais, a festa se prolongou madrugada adentro. O estádio, construído para ser a nova casa dos grandes capítulos tricolores, viveu talvez sua noite mais emblemática — a noite em que a América voltou para o Humaitá.

As ruas do Rio Grande do Sul testemunharam a emoção, os abraços, as lágrimas e o sentimento de justiça histórica pelo talento daquele time.

O Impacto no Clube e na História

A vitória consolidou:

  • a geração de Renato;
  • a projeção internacional de jogadores como Arthur e Luan;
  • a força da Arena;
  • o retorno do Grêmio ao topo do futebol sul-americano.

Era o renascimento de uma potência, que mais uma vez se colocava entre os gigantes do continente.

Conclusão

A Libertadores de 2017 é mais do que uma conquista: é um símbolo da grandeza eterna do Grêmio. Representa a união de talento, coragem, estratégia, emoção e, acima de tudo, identidade tricolor. Rever essa campanha é recordar que o clube, orgulhosamente enraizado em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul, tem uma história que transcende fronteiras e inspira gerações.

Continue acompanhando o GP News para reviver cada capítulo dessa trajetória gloriosa e para celebrar, todos os dias, o gigante azul que carrega a mística imortal.

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Cassio Coelho
Cassio Coelho

Redator e colunista especializado em conteúdo digital e produtor de mídia em várias plataformas. Jornalista registrado sob nº 20193/RS.

Artigos: 47

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